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Setembro é o mês de alerta aos sinais e sintomas relacionados ao câncer infantojuvenil, conjunto de doenças oncológicas que podem afetar crianças ou adolescentes entre 0 e 19 anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados para o Brasil, neste ano, 8.460 novos casos – 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o feminino. Para conscientizar sobre o diagnóstico precoce da doença, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) apoia a campanha Setembro Dourado, que pode ser conferida nas redes sociais, @sigahcp.

Os tipos mais comuns do câncer infantojuvenil são leucemia, linfomas e tumores no sistema nervoso central. Além disso, há os tumores ósseos, que são tumores que causam dor, confundidas com a chamada dor do crescimento. “Qualquer sintoma persistente deve ser avaliado por um profissional médico. Por isso, é imprescindível que a criança seja acompanhada por um médico em todas as fases do seu desenvolvimento”, explica a Dra. Virgínia Almeida, oncologista pediátrica.

Perda de peso sem motivo; dores de cabeça, palidez, vômitos; inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações; protuberância ou massa no abdômen, pescoço ou qualquer outro local; desenvolvimento de uma aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças repentinas na visão; febres recorrentes não causadas por infecções; surgimento de manchas no corpo; sangramento e palidez perceptível ou cansaço prolongado são alguns sinais que podem ser indícios da doença. “Os cânceres infantojuvenis são cânceres que, normalmente, têm uma velocidade de crescimento muito rápida. Então, quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de cura da doença.”, completa a dra. Virgínia.

Excluindo as causas externas de mortalidade, câncer é a primeira causa de morte no país ,considerando a faixa etária de 5 a 19 anos, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2017.  Por isso, a atenção ao câncer infantojuvenil não pode ser adiada. “A campanha Setembro Dourado é de extrema importância para chamar atenção para a devida importância aos sinais iniciais dessas doenças”, aponta o oncologista. 

 

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Gestores do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e HCP Gestão reuniram-se com o conselho administrativo e fiscal da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC) na manhã da última segunda-feira (30) para o lançamento da construção do novo Planejamento Estratégico, que será realizado em parceria com a consultoria Deloitte Brasil, com foco na sustentabilidade econômico-financeiro HCP/SPCC. Seguindo todas as regras que o momento pandêmico ainda pede, o evento aconteceu na biblioteca, com transmissão online. Ao todo, mais de 60 pessoas acompanharam esse momento, que marca o início de novos rumos na gestão do hospital.    

O presidente da SPCC, Ricardo de Almeida, iniciou as falas do dia, destacando a importância desse novo projeto. Em seguida, o superintendente geral do HCP, dr. Hélio Fonsêca, fez uma breve explanação sobre a história da instituição e a sua importante atuação no cenário de saúde oncológica de Pernambuco e destacou que a consultoria faz parte da visão estratégica do hospital - Ser reconhecido nacionalmente pela qualidade do atendimento oncológico para pacientes do SUS, com ênfase na sustentabilidade, humanização, satisfação dos usuários, bem como pela excelência de atividades de ensino e pesquisa – e pediu o apoio de toda a equipe gestora nesse momento de transformação. “Através de uma atuação voltada para a cultura de resultados, precisamos do engajamento de todos, no sentido de fortalecermos o ambiente positivo, propiciando mais crescimento em busca de novos investimentos”, destacou dr. Hélio. O superintendente também destacou o trabalho que já vinha sendo desenvolvido no sentido de buscar caminhos e soluções para equacionar o déficit da instituição. “A construção do HCP mais sustentável foi iniciada com a GD Consult, através do lançamento do Planejamento Estratégico 2015-2018. Outros processos já vinham em andamento com as consultorias da MAIS e da CPPL”, lembra. 

 “A Deloitte possui atuação ampla em projetos no mercado de saúde, que nos posiciona de forma impar no entendimento das dores e visão de valor de todas as partes envolvidas no desenvolvimento de programas de saúde”, iniciou Murilo Barini, Gerente Sênior de Life Sciences & Healthcare da Deloitte Brasil durante sua apresentação. A consultoria terá início com o diagnóstico do modelo operacional atual, a identificação de recomendações e, por fim, a implementação de um plano de ações que será construído com foco nos objetivos estratégicos do HCP. 

Para o diagnóstico, será necessário identificar os processos atuais, lacunas existentes, e cruzamento dos objetivos da instituição com alavancas de valor associadas, objetivando identificar as melhores práticas de mercado em processos, tecnologias e gestão organizacional. Assim, será possível estruturar um plano de recomendações considerando as melhores práticas de mercado e eficiências internas, priorizando as iniciativas associadas ao aumento de receitas, redução de custos, maior margem operacional, eficiência dos ativos e eficácia organizacional. Por fim, acontece a implantação, com acompanhamento e suporte da Deloitte nas ações vinculadas ao plano de implementação, suportando a gestão de projetos e desenvolvimento de conteúdos de suporte às iniciativas, visando a sustentabilidade financeira do HCP/SPCC. A construção do Planejamento Estratégico com a consultoria da Deloitte Brasil deve acontecer no prazo de seis meses.

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Com muita tristeza e pesar, o Hospital de Câncer de Pernambuco lamenta profundamente o falecimento do nosso parceiro Marcelo Souza, ocorrido no último sábado (28). Marcelo era empresário, diretor da HOG Recife Chapter e voluntário da ONG Novo Jeito, responsáveis por diversas ações solidárias no HCP. 

Além do evento NovembroAzulMotor’s, do HOG Recife Chapter, que alertava sobre a saúde do homem e realizava ações de captação de recursos para o hospital, Marcelo também estampou a campanha Novembro Azul 2020 do HCP, junto a outras personalidades de Pernambuco. 

Aos familiares, amigos e colegas de trabalho, prestamos condolências pela grande dor e externamos votos de solidariedade.

Hospital de Câncer de Pernambuco

 

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A campanha Outubro Rosa está marcada no calendário mundial como um movimento de conscientização para o controle do câncer de mama. Durante esse período, mulheres do mundo todo, que se enquadram na faixa etária indicada, correm para fazer sua mamografia. No Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), por exemplo, a realização desses exames aumentou cerca de 100% em outubro de 2020 comparado aos outros meses do mesmo ano. Porém, é imprescindível destacar que o cuidado com as mamas precisa ser o ano todo. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), se detectado no início, o câncer de mama tem 95% de chances de cura.  Ou seja, mulheres que completarem 40 anos não devem esperar até outubro para realizar os seus exames. 

Com o objetivo de estimular o cuidado com a saúde das mamas em todos os meses do ano, o HCP ampliou a sua oferta diária de mamografias de 50 para 70 senhas a partir deste mês de agosto e lança a campanha “Outubro Rosa o Ano Inteiro”, a partir desta terça-feira (24). Para agendar, as mulheres precisam ter 40 anos ou mais e não ter feito a última mamografia a menos de um ano. Para facilitar a marcação dessas consultas, a startup Recifense TI Saúde entrou nessa parceria e disponibilizou uma plataforma de marcação de mamografias online, que pode ser acessada pelo link hcp.org.br/outubrorosa. Basta preencher o cadastro, escolher a data e o horário do exame e, em seguida, aguardar a confirmação do agendamento por e-mail. No dia e hora marcada a paciente deve procurar o serviço de Raio-x do HCP. “Fomos procurados pela equipe de marketing do hospital e não poderíamos ficar de fora dessa campanha. Estamos disponibilizando gratuitamente essa ferramenta para facilitar a marcação dos exames e garantir que as mulheres agendem as suas mamografias”, explica o Gerente de Projetos da TI Saúde, Rodrigo Falcão. 

A mamografia é um exame de imagem utilizado para identificar lesões, nódulos, assimetrias, além de ser a maneira mais eficiente de identificar o câncer antes dos nódulos nos seios serem palpáveis, ou seja, indica o aparecimento da doença antes de qualquer percepção no autoexame. O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve pela multiplicação desordenada de células na região da mama. A doença não tem causa única, a idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença, assim como obesidade e sobrepeso, consumo de cigarro e bebida alcoólica, sedentarismo, histórico familiar de câncer de mama em homens e alteração genética. “Dentro da missão de trabalhar apoiando programas de prevenção de câncer, o HCP oferece mamografia durante todo o ano. É muito importante que a mulher faça sua mamografia aqui ou em outra unidade de saúde. Quanto mais cedo for detectada a doença, maior a possibilidade de um tratamento menos invasivo”, ressalta o superintendente geral, Hélio Fonsêca. 

Entre os principais sintomas estão nódulo único endurecido; irritação, inchaço, dor ou vermelhidão na mama; retração da pele; secreção sanguinolenta no mamilo; inchaço no braço. O tratamento varia de acordo com o tipo e o estadiamento da doença, classificado de I a IV, de acordo com as características do tumor. “O tratamento dependerá do tamanho da lesão. Entre os principais procedimentos estão a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Em casos mais agressivos, se faz necessário a combinação de dois ou mais procedimentos”, explica a coordenadora do serviço de mastologia do HCP, dra. Carolina Vasconcelos. 

Em Pernambuco, a estimativa para cada ano do triênio 2020-2022 é de 2,3 mil casos novos de câncer de mama com uma taxa bruta de 47,86 casos a cada 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

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O sonho de muitos jovens é entrar na faculdade e formar-se para exercer a profissão tão desejada, mas uma notícia inesperada pode mudar todo esse futuro. O diagnóstico de câncer é uma realidade na vida de muitas crianças e adolescentes, retardando o fim da escola e o início da graduação. A rotina hospitalar diminui as idas a escola, o rendimento nos estudos e, por muitas vezes, até mesmo o convívio com familiares e amigos. 

Ao receber o diagnóstico, exames, internamentos, cirurgias e medicações fazem parte do processo de tratamento para chegar à tão sonhada cura, mas para que essa esperada notícia possa acontecer o mais rápido possível, é necessário seguir as recomendações médicas e receber o tratamento adequado, desde o diagnóstico ao pós-tratamento. Referência na oncologia, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) atualmente é responsável pelo tratamento de mais de 20 mil pessoas e, como instituição filantrópica, precisa do apoio da sociedade – doações de pessoas físicas e jurídicas para complementar o valor necessário para cobrir os custos da instituição e continuar oferecendo o tratamento que os pacientes precisam para voltar com saúde a sua vida. 

Contribua com o futuro dos nossos pacientes, faça sua doação:

Ligue: 3217.8290 ou clique no banner acima. 

 

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Começa mais um mês e o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) inicia uma nova campanha de conscientização contra o câncer - o “Agosto Verde Claro”, um mês inteiro de alerta para a detecção precoce do linfoma, um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático (sistema de defesa do organismo, responsável pela circulação dos glóbulos brancos, que atuam no combate das doenças causadas por vírus e bactérias). 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer de Pernambuco (INCA), mais de 14 mil pessoas devem ser acometidas pela doença em 2021, sendo 8.170 homens e 6.500 mulheres, desse total. Esse quantitativo representa a soma de acometidos pelos dois grupos de linfomas, Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma não Hodgkin (LNH). “O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, cresce sem parar e se dissemina pelo organismo. A célula afetada, o comportamento e a agressividade desses linfomas os classificam como Linfoma de Hodgkin e não Hodgkin. Nos dois tipos, o diagnóstico precoce pode garantir o sucesso no tratamento, por isso é imprescindível atenção aos sintomas”, destaca a coordenadora do Serviço de Hematologia do HCP,  Danielle Padilha. Surgimento de ínguas (caroços na região do pescoço), sudorese noturna, perda de peso, febre e coceira na pele são os principais sinais de alerta. 

 Linfomas de Hodgkin e Linfomas não Hodgkin se diferenciam pelo tipo de célula doente e por características clínicas da doença. Existem mais de vinte subtipos de LNH, com características distintas - de crescimento lento, que pode levar meses a anos e subtipos agressivos, e de crescimento rápido, levando semanas para o seu agravamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), por razões ainda desconhecidas, os casos de Linfomas Não Hodgkin duplicaram nos últimos 25 anos, principalmente entre as pessoas com mais de 60 anos, atualmente correspondem a cerca de 80% dos casos, sendo o tipo mais comum da doença. Já o LH corresponde a aproximadamente 20% dos casos e pode ocorrer em qualquer idade. 

 Alteração no sistema imunológico é o principal fator de risco para o aparecimento da doença, nesse caso, pessoas com infecções crônicas, doenças autoimunes e deficiências imunológicas têm maior propensão a desenvolver linfoma – ou seja, pessoas infectadas pelo vírus HIV, de Epstein-Barr e HTLV1 e pela bactéria Helicobacter pylori, pessoas que fizeram tratamento para outro tipo de câncer e transplante de órgão. “Fatores como a exposição a radiação, dieta com muita carne e gorduras, sedentarismo e exposição a agentes químicos, como fertilizantes e solventes, também são relacionados como fatores de risco para o linfoma”, alerta a médica do HCP Danielle Padilha.

O tratamento mais utilizado para o linfoma é a quimioterapia, porém, em casos mais agressivos, onde o paciente não reage bem à quimioterapia, e em alguns tipos de linfomas não Hodgkin é necessário o transplante de medula óssea e, até mesmo, a radioterapia. 

Em 2020, segundo dados do Registro Hospitalar de Câncer do HCP, foram diagnosticados 183 casos de linfoma no HCP, sendo 150 do tipo Linfoma não Hodgkin.

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Coordenado pelo departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), o curso de Educação Permanente em Cuidados Paliativos da Rede Oncológica do SUS de Pernambuco: capacitando os profissionais de saúde, realizado através de incentivo financeiro via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica – PRONON, chegará ao seu módulo prático no próximo mês de agosto, em formato semipresencial. As aulas teóricas, com nove módulos, ocorreram no período de fevereiro a junho de 2021, com a modalidade de Ensino à distância – EAD.  

Os Cuidados Paliativos foram estabelecidos em 2002, pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de manter a qualidade de vida de pacientes que possuem doenças que ameaçam à continuidade da vida. Mais do que tratar de dores físicas, os Cuidados Paliativos tratam, ainda, de sintomas de natureza social, espiritual e emocional. Para Gabriel Guerra Rosa, fisioterapeuta e aluno da qualificação, o curso vem ampliando os seus horizontes em relação ao atendimento a seus pacientes. “Os cuidados paliativos buscam proporcionar maior qualidade de vida não só ao paciente, mas também ao seu entorno familiar, presando pela promoção de maior conforto nesse momento tão delicado”, explica. 

Para Gabriel, o conceito de Cuidados Paliativos ainda precisa ser ampliado no estado. “Nas instituições onde atuo essa atividade não é empregada. Espero poder levar o conhecimento que venho adquirindo com o curso para as instituições onde passar, assim como aos meus colegas de equipe, principalmente para a equipe multidisciplinar da qual faço parte e tem importante participação nessa área”, acrescenta. Uma equipe multiprofissional muito bem preparada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que, de maneira individualizada, amparem o paciente nas modificações que a doença provoca são peças essenciais nesse atendimento. No HCP, o serviço de cuidados paliativos teve início em 2010 e está focado em manter todo o atendimento humanizado, divergindo completamente do conceito de “corredor da morte”.

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Na modalidade prática os 136 alunos terão acesso a conteúdos como: Procedimentos e abordagem multidisciplinar do paciente em cuidados paliativos; Atendimento ambulatorial e hospitalar ao paciente e familiar em cuidados paliativos; Criação de protocolos de atendimentos, fluxos, processos, indicadores e metas dos serviços de cuidados paliativos e Estudos em grupos para formulação e execução do TCC.

O curso tem previsão de encerramento das ações no mês de março de 2022, tendo como culminância o 1º Seminário em cuidados paliativos do HCP.

 

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Julho é o mês escolhido pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e diversas organizações de saúde para chamar atenção da população sobre o câncer de cabeça e pescoço, termo utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço. A campanha denominada “Julho Verde” reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce desses cânceres, que historicamente estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e exposição ao sol. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2020, 36.620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço devem ser registrados no Brasil, sendo 15.190 novos casos de câncer de cavidade oral, também conhecido como câncer de boca (quinto tipo de câncer mais incidente em homens), outros 13.780 de tireoide (quinto tipo de câncer mais incidente em mulheres) e 7.650 de laringe. 

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço, porém, o diagnóstico tardio é uma realidade (60% dos casos), deixando sequelas psicológicas e funcionais no paciente, como a perda da voz, no caso do câncer de laringe, onde é necessário realizar a laringectomia total (retirada total da laringe), por exemplo. “Os tumores que acometem a cavidade oral são lesões que, apesar de serem relativamente fáceis de abordar, ainda nos ‘castiga’ porque a incidência de pacientes com tumores de língua, boca, palato (parte óssea da parte superior da boca) é muito frequente e, muitas vezes, está em estágio avançado. Todos esses tumores estão relacionados ao hábito do tabagismo e consumo de álcool, principalmente os destilados”, explica o coordenador do serviço de cabeça e pescoço do HCP, Dr. José Brasiliense. 

A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios iniciais e garantir o sucesso do tratamento. “A falta de informação, a busca tardia por um profissional e a dificuldade de encontrar médicos especializados são os principais motivos para o diagnóstico tardio. Ao identificar uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, corrimento nasal de odor fétido, rouquidão, perda de peso sem motivo, e nódulos no pescoço, é preciso buscar ajuda de um especialista”, alerta Dr. Brasiliense. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos, enfermeiros, odontólogos, psicólogo, assistente social e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a estética, a fala e funções motoras e psicológicas. 

Atualmente, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) conta com 12 cirurgiões especialistas em cabeça e pescoço. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento com fonoaudiólogos, enfermeiros e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a fala e funções psicológicas. 

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Profissionais da saúde que tenham interesse em aprofundar os seus conhecimentos na área da pesquisa clínica podem inscrever-se no curso de Introdução à Bioestatística, oferecido pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). As aulas online terão início no dia 02 de agosto, e têm o objetivo de estimular a independência na escolha e interpretação de ferramentas básicas de estatística em estudos das áreas da saúde. Ao todo são 70 vagas, sendo 20 vagas para profissionais da área da saúde atuantes de qualquer instituição e 50 vagas para os profissionais do HCP.

A pesquisa científica aplicada à prática assistencial é indispensável na promoção de novos meios curativos para doenças. A partir desse contexto a importância da pesquisa em saúde se consolida, não só com o objetivo curativo, mas também de prevenção e promoção à saúde, possibilitando à sociedade os meios para a melhoria da qualidade de vida. Para tal, é essencial que o pesquisador tenha conhecimento amplo das tecnologias e ferramentas existentes na área da pesquisa. "O curso de Introdução à Bioestatística busca dá autonomia ao pesquisador, apresentar na teoria e prática as tecnologias mais utilizadas na área da pesquisa, assim como um conjunto de técnicas que podem ajudar nas análises científicas", descreve Dalmir Santos, estatístico do Hospital de Câncer e ministrante do curso.

O curso será online, ministrado em 11 aulas, as segundas-feiras, das 16h às 18h, a partir do dia 02 de agosto. Para os colaboradores do HCP o curso é gratuito, para os profissionais de saúde de outras instituição o investimento é de R$ 450,00. Para se inscrever, os profissionais interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la junto ao comprovante de depósito realizado na conta Banco Itaú, agência: 9249, C/C: 01572-9 para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. No caso dos profissionais do HCP, a ficha de inscrição deve ser entregue na recepção da Superintendência de Ensino e Pesquisa.

Entre os conteúdos programáticos estão: conceitos e objetivos da estatística; Construção de banco de dados; Apresentação de Dados: Tabelas e Gráficos; Síntese de Dados: Medidas de contagem, Medidas de Posição e Medidas de Dispersão; Iniciação em Software de análise estatístico; Ideias introdutórias de amostragem; Ideias introdutórias de inferência; Investigação de relações: Medidas de relação entre duas variáveis.  A avaliação do curso será realizada mediante dois exercícios e sua nota final deve ser igual ou superior a 7,0, assim como obter presença maior ou igual a 65% da carga horária total.

 

 

CURSO DE INTRODUÇÃO À BIOESTATÍSTICA

INCRIÇÕES ABERTAS (70 VAGAS)

Data de início: 02 de agosto

Horário: Das 16h às 18h

Local: Online

Público-alvo: Profissionais de saúde com interesse na área de pesquisa.

Informações e inscrições:

Superintendência de Ensino e Pesquisa (SEP) do HCP

(81) 3217.8197.

 

Para acessar a ficha de inscrição, clique aqui.  

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O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Em alerta à doença, o HCP lança a campanha “Junho Branco” em combate ao câncer de pulmão

O tabagismo é uma doença, caracterizada pela dependência de nicotina, e tem relação com diversos males, dentre eles vários tipos de câncer, como o de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo, representando cerca de 13% do total de mortes que acontecem no país. Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, 23.762 são de câncer de pulmão e, 26.651 por outros tipos de cânceres. Com o objetivo de fazer esse alerta sobre o tabagismo e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entra na campanha “Junho Branco” – de combate à doença. 

Câncer de pulmão é o surgimento de uma lesão pulmonar decorrente do desarranjo dos mecanismos de morte celular programada, fazendo com que aconteça o crescimento e a duplicação desenfreada dessas células com defeitos genéticos, levando a formação de um tumor. Além do tabagismo, causa mais comum desse câncer (90%), outros fatores podem desencadear a doença, como a inalação de poeira e agentes químicos, o fumo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco), entre outros. Segundo o INCA, o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e o quarto mais comum em mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma); No mundo, é o primeiro em mortalidade desde 1985. 

“Os sintomas são variados e dependem da localização e do estágio da doença. A tosse é o mais comum, podendo apresentar raias de sangue na expectoração. Pode haver dor torácica, falta de ar, chiados no peito e rouquidão. A perda de peso e baqueteamento digital (inchaço na ponta dos dedos e deformação na unha) também surgem em estágios mais avançados da doença”, explica dr. Bernardo Nicola, cirurgião torácico do HCP. Os sintomas geralmente são mais frequentes no estágio avançado, onde em alguns casos já se espalhou para outros órgãos (metástase). Os sintomas também são comuns em diversos problemas de saúde associados ao pulmão, o que dificulta o diagnóstico precoce e diminui consideravelmente as chances de cura.  Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% - dados INCA.

O diagnóstico da doença é feito através da biopsia, após suspeita levantada por exames como o raio-X do tórax e a tomografia computadorizada. “O tratamento para o câncer de pulmão está relacionado com o seu estágio e as condições do paciente, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia, nessa última, onde ocorre a retirada do tumor e dos linfonodos próximos ao pulmão”, destaca Dr. Rodrigo Pinto, médico oncologista clínico e gerente médico do HCP. Segundo o INCA, cerca de 20% dos casos são passiveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos), a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido a descoberta tardia e o estágio avançado da doença. “A melhor prevenção continua sendo evitar o uso de derivados do tabaco”, destaca dr. Rodrigo Pinto.