HCP Comunica - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

HCP Comunica

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Coordenado pelo departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), o curso de Educação Permanente em Cuidados Paliativos da Rede Oncológica do SUS de Pernambuco: capacitando os profissionais de saúde, realizado através de incentivo financeiro via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica – PRONON, chegará ao seu módulo prático no próximo mês de agosto, em formato semipresencial. As aulas teóricas, com nove módulos, ocorreram no período de fevereiro a junho de 2021, com a modalidade de Ensino à distância – EAD.  

Os Cuidados Paliativos foram estabelecidos em 2002, pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de manter a qualidade de vida de pacientes que possuem doenças que ameaçam à continuidade da vida. Mais do que tratar de dores físicas, os Cuidados Paliativos tratam, ainda, de sintomas de natureza social, espiritual e emocional. Para Gabriel Guerra Rosa, fisioterapeuta e aluno da qualificação, o curso vem ampliando os seus horizontes em relação ao atendimento a seus pacientes. “Os cuidados paliativos buscam proporcionar maior qualidade de vida não só ao paciente, mas também ao seu entorno familiar, presando pela promoção de maior conforto nesse momento tão delicado”, explica. 

Para Gabriel, o conceito de Cuidados Paliativos ainda precisa ser ampliado no estado. “Nas instituições onde atuo essa atividade não é empregada. Espero poder levar o conhecimento que venho adquirindo com o curso para as instituições onde passar, assim como aos meus colegas de equipe, principalmente para a equipe multidisciplinar da qual faço parte e tem importante participação nessa área”, acrescenta. Uma equipe multiprofissional muito bem preparada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que, de maneira individualizada, amparem o paciente nas modificações que a doença provoca são peças essenciais nesse atendimento. No HCP, o serviço de cuidados paliativos teve início em 2010 e está focado em manter todo o atendimento humanizado, divergindo completamente do conceito de “corredor da morte”.

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Na modalidade prática os 136 alunos terão acesso a conteúdos como: Procedimentos e abordagem multidisciplinar do paciente em cuidados paliativos; Atendimento ambulatorial e hospitalar ao paciente e familiar em cuidados paliativos; Criação de protocolos de atendimentos, fluxos, processos, indicadores e metas dos serviços de cuidados paliativos e Estudos em grupos para formulação e execução do TCC.

O curso tem previsão de encerramento das ações no mês de março de 2022, tendo como culminância o 1º Seminário em cuidados paliativos do HCP.

 

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Julho é o mês escolhido pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e diversas organizações de saúde para chamar atenção da população sobre o câncer de cabeça e pescoço, termo utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço. A campanha denominada “Julho Verde” reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce desses cânceres, que historicamente estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e exposição ao sol. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2020, 36.620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço devem ser registrados no Brasil, sendo 15.190 novos casos de câncer de cavidade oral, também conhecido como câncer de boca (quinto tipo de câncer mais incidente em homens), outros 13.780 de tireoide (quinto tipo de câncer mais incidente em mulheres) e 7.650 de laringe. 

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço, porém, o diagnóstico tardio é uma realidade (60% dos casos), deixando sequelas psicológicas e funcionais no paciente, como a perda da voz, no caso do câncer de laringe, onde é necessário realizar a laringectomia total (retirada total da laringe), por exemplo. “Os tumores que acometem a cavidade oral são lesões que, apesar de serem relativamente fáceis de abordar, ainda nos ‘castiga’ porque a incidência de pacientes com tumores de língua, boca, palato (parte óssea da parte superior da boca) é muito frequente e, muitas vezes, está em estágio avançado. Todos esses tumores estão relacionados ao hábito do tabagismo e consumo de álcool, principalmente os destilados”, explica o coordenador do serviço de cabeça e pescoço do HCP, Dr. José Brasiliense. 

A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios iniciais e garantir o sucesso do tratamento. “A falta de informação, a busca tardia por um profissional e a dificuldade de encontrar médicos especializados são os principais motivos para o diagnóstico tardio. Ao identificar uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, corrimento nasal de odor fétido, rouquidão, perda de peso sem motivo, e nódulos no pescoço, é preciso buscar ajuda de um especialista”, alerta Dr. Brasiliense. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos, enfermeiros, odontólogos, psicólogo, assistente social e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a estética, a fala e funções motoras e psicológicas. 

Atualmente, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) conta com 12 cirurgiões especialistas em cabeça e pescoço. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento com fonoaudiólogos, enfermeiros e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a fala e funções psicológicas. 

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Profissionais da saúde que tenham interesse em aprofundar os seus conhecimentos na área da pesquisa clínica podem inscrever-se no curso de Introdução à Bioestatística, oferecido pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). As aulas online terão início no dia 02 de agosto, e têm o objetivo de estimular a independência na escolha e interpretação de ferramentas básicas de estatística em estudos das áreas da saúde. Ao todo são 70 vagas, sendo 20 vagas para profissionais da área da saúde atuantes de qualquer instituição e 50 vagas para os profissionais do HCP.

A pesquisa científica aplicada à prática assistencial é indispensável na promoção de novos meios curativos para doenças. A partir desse contexto a importância da pesquisa em saúde se consolida, não só com o objetivo curativo, mas também de prevenção e promoção à saúde, possibilitando à sociedade os meios para a melhoria da qualidade de vida. Para tal, é essencial que o pesquisador tenha conhecimento amplo das tecnologias e ferramentas existentes na área da pesquisa. "O curso de Introdução à Bioestatística busca dá autonomia ao pesquisador, apresentar na teoria e prática as tecnologias mais utilizadas na área da pesquisa, assim como um conjunto de técnicas que podem ajudar nas análises científicas", descreve Dalmir Santos, estatístico do Hospital de Câncer e ministrante do curso.

O curso será online, ministrado em 11 aulas, as segundas-feiras, das 16h às 18h, a partir do dia 02 de agosto. Para os colaboradores do HCP o curso é gratuito, para os profissionais de saúde de outras instituição o investimento é de R$ 450,00. Para se inscrever, os profissionais interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la junto ao comprovante de depósito realizado na conta Banco Itaú, agência: 9249, C/C: 01572-9 para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. No caso dos profissionais do HCP, a ficha de inscrição deve ser entregue na recepção da Superintendência de Ensino e Pesquisa.

Entre os conteúdos programáticos estão: conceitos e objetivos da estatística; Construção de banco de dados; Apresentação de Dados: Tabelas e Gráficos; Síntese de Dados: Medidas de contagem, Medidas de Posição e Medidas de Dispersão; Iniciação em Software de análise estatístico; Ideias introdutórias de amostragem; Ideias introdutórias de inferência; Investigação de relações: Medidas de relação entre duas variáveis.  A avaliação do curso será realizada mediante dois exercícios e sua nota final deve ser igual ou superior a 7,0, assim como obter presença maior ou igual a 65% da carga horária total.

 

 

CURSO DE INTRODUÇÃO À BIOESTATÍSTICA

INCRIÇÕES ABERTAS (70 VAGAS)

Data de início: 02 de agosto

Horário: Das 16h às 18h

Local: Online

Público-alvo: Profissionais de saúde com interesse na área de pesquisa.

Informações e inscrições:

Superintendência de Ensino e Pesquisa (SEP) do HCP

(81) 3217.8197.

 

Para acessar a ficha de inscrição, clique aqui.  

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O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Em alerta à doença, o HCP lança a campanha “Junho Branco” em combate ao câncer de pulmão

O tabagismo é uma doença, caracterizada pela dependência de nicotina, e tem relação com diversos males, dentre eles vários tipos de câncer, como o de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo, representando cerca de 13% do total de mortes que acontecem no país. Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, 23.762 são de câncer de pulmão e, 26.651 por outros tipos de cânceres. Com o objetivo de fazer esse alerta sobre o tabagismo e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entra na campanha “Junho Branco” – de combate à doença. 

Câncer de pulmão é o surgimento de uma lesão pulmonar decorrente do desarranjo dos mecanismos de morte celular programada, fazendo com que aconteça o crescimento e a duplicação desenfreada dessas células com defeitos genéticos, levando a formação de um tumor. Além do tabagismo, causa mais comum desse câncer (90%), outros fatores podem desencadear a doença, como a inalação de poeira e agentes químicos, o fumo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco), entre outros. Segundo o INCA, o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e o quarto mais comum em mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma); No mundo, é o primeiro em mortalidade desde 1985. 

“Os sintomas são variados e dependem da localização e do estágio da doença. A tosse é o mais comum, podendo apresentar raias de sangue na expectoração. Pode haver dor torácica, falta de ar, chiados no peito e rouquidão. A perda de peso e baqueteamento digital (inchaço na ponta dos dedos e deformação na unha) também surgem em estágios mais avançados da doença”, explica dr. Bernardo Nicola, cirurgião torácico do HCP. Os sintomas geralmente são mais frequentes no estágio avançado, onde em alguns casos já se espalhou para outros órgãos (metástase). Os sintomas também são comuns em diversos problemas de saúde associados ao pulmão, o que dificulta o diagnóstico precoce e diminui consideravelmente as chances de cura.  Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% - dados INCA.

O diagnóstico da doença é feito através da biopsia, após suspeita levantada por exames como o raio-X do tórax e a tomografia computadorizada. “O tratamento para o câncer de pulmão está relacionado com o seu estágio e as condições do paciente, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia, nessa última, onde ocorre a retirada do tumor e dos linfonodos próximos ao pulmão”, destaca Dr. Rodrigo Pinto, médico oncologista clínico e gerente médico do HCP. Segundo o INCA, cerca de 20% dos casos são passiveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos), a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido a descoberta tardia e o estágio avançado da doença. “A melhor prevenção continua sendo evitar o uso de derivados do tabaco”, destaca dr. Rodrigo Pinto. 

 

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O Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) se reuniu com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para discutir o Projeto Qualificação, uma ação de ensino e aprendizagem conjunta da Conep/CNS e do Ministério da Saúde, em parceria do PROADI-SUS (Hospital Moinhos de Vento), que visa educar e promover o reconhecimento entre os Comitês e a CONEP. 

A reunião ocorreu na última semana de forma virtual e teve como intuito promover a padronização do trabalho administrativo dos Comitês e fortalecer a análise e discussão ética realizadas pelos CEP. Para representar o HCP, estiveram presentes a coordenadora do CEP, Sra. Isabel Cristina Leal e a secretária do Comitê de Ética, Anany Carvalho. 

“Este evento enriqueceu nosso CEP de informações para a Coordenação, Secretaria, Superintendência de Ensino e aos Membros”, destacou Anany. O evento durou o dia todo, tendo sido dividido em três momentos nos quais houve a presença de membros da CEP e do Conep, bem como de representantes de usuários.  

O Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) é o avaliador das questões éticas das pesquisas que envolvem seres humanos, e ao discutir a ética com o Conep, proporciona a troca de experiências entre representantes dos comitês.

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Na última terça-feira (25), a equipe de Convênios e Projetos do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) esteve em Brasília para cumprir uma agenda no Ministério da Saúde – pleitear celeridade no aditivo financeiro de cerca de R$ 2 milhões de reais para a compra de um Acelerador Linear. O equipamento de radioterapia seria adquirido através de emenda parlamentar individual de R$ 5 milhões destinados pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), mas, devido à alta do dólar, o preço do aparelho subiu para mais de R$ 7 milhões, impossibilitando a compra.

A gerente de projetos e convênios do HCP, Patrícia Menezes, esteve em Brasília com esse apelo e foi recebida pelo chefe de gabinete do Ministro Marcelo Queiroga, Carlos Henrique, que vai repassar a importância do pedido à Queiroga. Ainda estavam presentes o Presidente dos Progressistas no Recife, Lula da Fonte; o presidente do IPA, Kaio Maniçoba; o secretário de Governo de Floresta, Dário Novaes Ferraz; o secretário de Produção Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Floresta; Betinho Numeriano, e o deputado federal Eduardo da fonte.

No mês de março deste ano, Patrícia Menezes também esteve em Brasília, acompanhada pelo deputado Eduardo da Fonte, onde Queiroga sinalizou que a pasta irá complementar o valor. Agora, o grupo pede celeridade no repasse, um pleito que mudará a vida dos pacientes com câncer do estado de Pernambuco.

Atualmente, o hospital possui um equipamento próprio de cobalto, fabricado em 1963, e outro acelerador linear alugado. Mesmo nessas condições o HCP atua como duas Unidades de Assistência de Alta Complexidade (UNACONS) em radioterapia, o que significa que atende uma quantidade de pacientes referente a dois hospitais de grande porte. Em 2020, por exemplo, foram realizados 2.079 procedimentos com o acelerador linear, o que representa uma atuação de 173% da meta pactuada com o estado. Com o novo equipamento, o Hospital do Câncer vai expandir o atendimento de pacientes em tratamento.

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Na foto: João Alberto de Oliveira Barro

Neste mês de maio, após oito anos como Superintendente Técnico do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), o médico endocrinologista Fábio Malta deixa a função para atuar em outros projetos pessoais e profissionais. O também médico, Dr. João Alberto de Oliveira Barros, que atuava como Chefe do Serviço de Cirurgia Oncológica do HCP nos últimos 10 anos, assume a função. Doutor João é formado em medicina, com residência médica em cirurgia geral (1997) e cirurgia oncológica (2000). “Entro nessa missão com grandes expectativas e muita vontade de, através de uma gestão participativa e a integração dos mais diversos setores, trazer inovações para o HCP”, destaca dr. João Alberto. 

Dr. Fábio Malta continua no HCP como coordenador do setor de Cuidados Paliativos, o qual foi responsável por sua implantação. “Foi uma honra poder fazer parte da direção dessa importante máquina da oncologia. Foram muitas conquistas, como o aumento no volume de atendimento, implantação de novos departamentos e a criação de fluxos baseado no planejamento estratégico da instituição”, destaca.

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Mais uma vez as doações da campanha Troco Solidário vão permitir que o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) adquira um equipamento de grande valia para a instituição. Com os R$ 62.211,78 arrecadados dos trocos de clientes do Arco-Mix e Arco-Vita no mês de abril, será possível a aquisição de uma câmara fria para o armazenamento e conservação de medicamentos. O uso da câmara frigorífica é extremamente necessário em processos que exigem baixas temperaturas para evitar danos aos remédios e também garantir que as matérias primas sensíveis sejam armazenadas à temperatura correta.

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 O equipamento vai substituir oito refrigeradores que atualmente guardam os medicamentos. De acordo com o coordenador de Farmácia Hospitalar, Levi Filho, o projeto de aquisição da câmara fria começou a ser idealizado pela coordenação em 2019, e agora, está prestes a se tornar uma grande conquista graças ao Troco Solidário. “Este equipamento trará maior segurança e controle nos processos de armazenamento dos medicamentos quimioterápicos classificados como termolábeis, ou seja: Aqueles que precisam ser guardados sob rigoroso controle de temperatura (2 a 8oC )”, explica Levi Filho. 

A entrega simbólica do Troco Solidário foi realizada na última terça-feira (11), no Arco Mix da Caxangá, no Recife. Sabendo da necessidade dessa doação, a gerente do estabelecimento, Ayda Moura, falou da ajuda nessa missão em prol dos pacientes com câncer que estão em tratamento no HCP. “É algo que vai além da ajuda em si. Eu já vivi a realidade de ter um parente com câncer e eu sei o quanto é difícil. Por isso, eu levanto essa bandeira, reforçando com meus colaboradores e com as pessoas, a importância de doar, de se colocar no lugar do outro. O bem só gera o bem”, afirmou. 

A colaboradora que mais arrecadou em abril foi Bruna Carolina. Emocionada, ela exaltou o trabalho do HCP, bem como a campanha Troco Solidário, que desde 2019 destina os trocos para a instituição e que vem possibilitando a aquisição de equipamentos hospitalares, reformas nas estruturas do HCP, além de ajudar a complementar o tratamento dos pacientes. “Eu agradeço a Deus e ao Hospital de Câncer pelo cuidado à vida das pessoas. É essencial o trabalho do HCP, e o que eu puder fazer para ajudar no tratamento dos pacientes, eu vou fazer”, declarou Bruna.

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lançou a primeira edição da Revista HCP, que visa apresentar à sociedade os serviços oferecidos pela entidade, bem como as realizações da instituição que há 75 anos trata e salva vidas diariamente. A Revista terá a periodicidade semestral e já tem um significado muito especial para o hospital. Tendo sido desenvolvida pela equipe de Comunicação e Marketing, o material é um novo canal para a distribuição de informações sobre um problema que afeta pessoas no mundo todo: o câncer.

 “A Revista HCP é o resultado de muito empenho da nossa equipe. Foi um longo período de idealização e agora conseguimos entregar um produto pelo que tanto trabalhamos. Um material que reafirma o HCP como produtor de conteúdo relevante, baseado no serviço prestado pela instituição nos últimos 75 anos”, comemora Camyla Nóbrega, coordenadora de Comunicação. 

Para Thalles Ximenes, coordenador de marketing, a publicação é um “portfólio”, pois consolida o trabalho e os ganhos do hospital. Ele destaca que nesta primeira edição, a Revista é essencial para o relacionamento do HCP com empresas parceiras: “A revista mostra aos nossos parceiros o que a gente tem produzido e mostra também quem está com a gente nessa caminhada”.  

Nesta primeira edição, a instituição convida a todos a conhecer as campanhas sobre prevenção e diagnóstico dos vários tipos de câncer; o voluntariado, departamento importante na assistência ao paciente, além das pesquisas que são feitas por especialistas no HCP. Há também uma entrevista com Dr. Hélio Fonsêca, que é superintendente geral do hospital, e falou com orgulho sobre todo o trabalho desenvolvido pelo HCP ao longo desses 75 anos de história. Para ele, o Hospital de Câncer tem uma importância significativa para o povo Pernambucano. O médico citou os desafios vencidos pela entidade que acolhe mais de 50% da população com câncer no estado.

Gustavo Penteado, gerente de Marketing do HCP, salientou a importância do produto que gera valor à cultura organizacional do hospital, principalmente por ser um sonho que foi realizado. “A revista HCP é a materialização de um sonho antigo da gestão do HCP, que só foi possível graças ao empenho da equipe de comunicação e Marketing. Desde a apuração das matérias, do layout e diagramação, bem como na busca por parceiros de negócios que acreditaram no projeto, patrocinando essa primeira edição”, disse. 

A circulação da revista é gratuita e não gera nenhuma despesa para o hospital, sendo todos os custos cobertos por pessoas que acreditam no trabalho do da instituição e se dispuseram a viabilizar financeiramente o projeto, como a Rede Feminina, grupo voluntário que atua no HCP, o laboratório Genomika, que realiza testes genéticos e a Unineuro Recife, que faz exames de diagnóstico por imagem. 

O HCP é uma entidade filantrópica e, por isso, conta com doações contínuas para complementar os gastos e proporcionar ainda mais qualidade no tratamento oncológico. De acordo com dados do DATASUS de 2020, apenas no ano passado, o Hospital de Câncer de Pernambuco realizou 175.877 consultas, 57.211 quimioterapias, e mais de 360 mil exames. 

Para o leitor que deseja se aprofundar em qualquer uma das matérias publicadas na revista, pode usar o recurso do QR Code, impresso em todas as páginas. Basta aproximar o celular e será automaticamente direcionado ao conteúdo. Inclusive, é possível doar por meio dessa ferramenta, que certamente trouxe mais facilidade para o expectador. 

Clique aqui e confira a Revista HCP

 

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A doença é considerada perigosa principalmente por apresentar sintomas semelhantes aos de enfermidades menos graves

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre os perigos do câncer cerebral, doença que representa 4% das mortes por câncer no Brasil, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) muda de cor a partir do mês de maio e abraça a campanha Maio Cinza. O câncer cerebral surge a partir do crescimento desordenado das células que promovem a sustentação e nutrição dos neurônios. Alguns dos sintomas iniciais são: dor de cabeça, tontura e lapsos de esquecimento, que podem ser facilmente confundidos com outras doenças menos graves, o que dificulta o diagnóstico precoce. 

Um dos perigos do câncer cerebral é a formação de tumores em outros locais do corpo, os chamados tumores metastáticos. “A lesão metastática é mais frequente, porque ela vem de outros tumores comuns, como mama e pulmão”, explica o coordenador do serviço de Oncologia Clínica do HCP, dr. Ilan Pedrosa. De modo geral, a doença é mais comum em idosos com mais de 60 anos, mas a sua frequência também varia nas outras faixas etárias, a depender do subtipo. Em razão disso, a descoberta na fase inicial é fundamental para um tratamento adequado, isso porque o tumor evolui rapidamente nas suas formas mais agressivas.

“Se a doença surgir na área responsável pelo equilíbrio, a pessoa pode sentir tontura. Se for próximo à enervação dos olhos, ele pode ter alterações na visão. Também é importante prestar atenção se houver mudanças no padrão de cefaleia (dor de cabeça) que a pessoa costuma sentir e se ela vier acompanhada de outros sintomas, como fraqueza nos membros e dificuldade na fala”, completa Dr. Ilan Pedrosa.

Pouco se sabe sobre os fatores de risco associados ao tumor. Até o momento, a única circunstância conhecida por promover o aparecimento da doença é a exposição radiológica excessiva, que causa alterações genéticas. O tumor pode ser classificado em quatro graus, sendo o grau 1 de caráter benigno, que evolui de forma mais lenta, e o grau 4, o mais agressivo. Em todos os graus, a doença é grave, visto que compromete o principal órgão do Sistema Nervoso Central (SNC). A probabilidade, no entanto, de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral maligno durante sua vida é inferior a 1%.

Para as pessoas que apresentarem os sintomas, a orientação é de procurar um clínico geral ou um neurologista clínico o mais rápido possível. Isso porque o tratamento desses tumores é feito através de cirurgia. “A chance de conseguir a cura é por meio do diagnóstico precoce e do procedimento cirúrgico. Quando não é mais possível fazer a cirurgia, o paciente é direcionado para um tratamento paliativo, que pode ser feito com quimioterapia e radioterapia”, acrescenta o oncologista.

Neurocirurgia Oncológica no HCP

No HCP, o serviço de Neurocirurgia é responsável por tratar e cuidar de pessoas diagnosticadas com tumores que acometem o Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal) e Periférico (nervos). A equipe é formada por três especialistas de referência em oncologia, Dr. Frederico Tavares, Dr. Joacil Carlos e Dr. Luiz Domingues, os quais trabalham em conjunto para promover uma assistência de qualidade para os pacientes, realizando cirurgias de alta e média complexidade. O serviço também promove atividades científicas: recentemente foi instalado o Fellowship em Neurocirurgia Oncológica do HCP, o mais novo programa de pós-graduação da instituição.