Blog - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

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Coordenado pelo departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), o curso de Educação Permanente em Cuidados Paliativos da Rede Oncológica do SUS de Pernambuco: capacitando os profissionais de saúde, realizado através de incentivo financeiro via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica – PRONON, chegará ao seu módulo prático no próximo mês de agosto, em formato semipresencial. As aulas teóricas, com nove módulos, ocorreram no período de fevereiro a junho de 2021, com a modalidade de Ensino à distância – EAD.  

Os Cuidados Paliativos foram estabelecidos em 2002, pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de manter a qualidade de vida de pacientes que possuem doenças que ameaçam à continuidade da vida. Mais do que tratar de dores físicas, os Cuidados Paliativos tratam, ainda, de sintomas de natureza social, espiritual e emocional. Para Gabriel Guerra Rosa, fisioterapeuta e aluno da qualificação, o curso vem ampliando os seus horizontes em relação ao atendimento a seus pacientes. “Os cuidados paliativos buscam proporcionar maior qualidade de vida não só ao paciente, mas também ao seu entorno familiar, presando pela promoção de maior conforto nesse momento tão delicado”, explica. 

Para Gabriel, o conceito de Cuidados Paliativos ainda precisa ser ampliado no estado. “Nas instituições onde atuo essa atividade não é empregada. Espero poder levar o conhecimento que venho adquirindo com o curso para as instituições onde passar, assim como aos meus colegas de equipe, principalmente para a equipe multidisciplinar da qual faço parte e tem importante participação nessa área”, acrescenta. Uma equipe multiprofissional muito bem preparada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que, de maneira individualizada, amparem o paciente nas modificações que a doença provoca são peças essenciais nesse atendimento. No HCP, o serviço de cuidados paliativos teve início em 2010 e está focado em manter todo o atendimento humanizado, divergindo completamente do conceito de “corredor da morte”.

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Na modalidade prática os 136 alunos terão acesso a conteúdos como: Procedimentos e abordagem multidisciplinar do paciente em cuidados paliativos; Atendimento ambulatorial e hospitalar ao paciente e familiar em cuidados paliativos; Criação de protocolos de atendimentos, fluxos, processos, indicadores e metas dos serviços de cuidados paliativos e Estudos em grupos para formulação e execução do TCC.

O curso tem previsão de encerramento das ações no mês de março de 2022, tendo como culminância o 1º Seminário em cuidados paliativos do HCP.

 

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Na tarde desta terça-feira (13), o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu mais um valor referente ao troco solidário recolhido no mês de junho pelo Arco-Mix. O troco foi no valor de R$ 68.603,89 e será utilizado na compra de um colonoscópio, equipamento usado no exame de colonoscopia que ajuda na descoberta do câncer de intestino. O troco solidário é fruto da parceria do Arco-Mix com o HCP, e que tem nos ajudado na aquisição de novos materiais e no tratamento de nossos pacientes.

A cerimônia de entrega do cheque foi realizada na loja do Arco-Mix localizada em Camaragibe. Juliane Carvalho, gerente do departamento de Capitação de Recursos, recebeu o cheque com felicidade. Para ela, os pequenos trocos doados pelos clientes fazem toda a diferença para o HCP, que atende centenas de pessoas por dia.

"O HCP é uma instituição que sempre precisa da ajuda da sociedade para que possamos continuar oferecendo o tratamento oncológico aos nossos pacientes. Somos referência no cuidado com o câncer em Pernambuco porque trabalhamos em prol da cura. Por isso, somos imensamente gratos aos nossos parceiros do Arco-Mix por toda a solidariedade e carinho com o Hospital de Câncer".

Pedir aos clientes que doem seus trocos para ajudar o HCP não é uma tarefa fácil, requer paciência e empatia. No mês passado, a operadora de caixa que mais arrecadou trocos foi Valéria Barbosa, que trabalha na loja de Abreu e Lima.

Ela ressaltou que sempre pede trocos de coração, se colocando no lugar do outro. "Eu conheço o HCP de perto. Já acompanhei uma pessoa em tratamento e pude ver o empenho do hospital em fazer com que o paciente se sinta acolhido num momento tão complicado. Me sinto muito feliz em poder ajudar realizando ações como essa".

Graças ao troco solidário, ação organizada pelas lojas da rede de supermercados Arco-Mix e dos atacarejos ArcoVita, o HCP já conseguiu mais de R$ 1 milhão em doações que possibilitaram a compra de ambulância, de máscara, de equipamentos utilizados em exames e procedimentos cirúrgicos, entre outros insumos de extrema necessidade para o HCP.

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A emoção tomou conta durante a cerimônia de posse da chapa Agora somos Nós, representada por dona Maria da Paz.  Vestidos de rosa e bem elegantes, todos os voluntários se reuniram para celebrar não só a posse, mas o trabalho da Rede Feminina realizado no HCP há tantos anos. Com a pandemia, tudo ficou ainda mais difícil, mas o grupo de voluntários não perdeu o brilho e nem a vontade de ajudar.

O momento foi marcado por discursos e orações. Uma das pessoas discursaram na capela do HCP, foi a Dra. Cláudia Barbosa. De acordo com ela, o empenho da Rede Feminina é essencial para o Hospital de Câncer, por todo o acolhimento e amor doado por eles.

“Parabenizo a toda Rede Feminina pelo trabalho desempenhado, especialmente a dona Maria da Paz pela 2ª gestão à frente do voluntariado. Pra mim, é uma emoção ter pessoas tão bondosas e dedicadas ao HCP. Agradeço do fundo do meu coração por toda a parceria e também pelo acolhimento dado aos nossos pacientes, assim como as várias doações que conseguimos graças à Rede”, reconheceu Dra. Cláudia.

Conhecidos como “anjos de bata rosa”, a história da Rede Feminina se confunde com a própria história do HCP, pois o grupo existe na instituição praticamente desde o início. Dona Maria da Paz, presidente da Rede, estava muito emocionada. Segundo ela, nada é tão gratificante como lidar com pessoas e entender as suas necessidades.

“Uma palavra descreve o meu interior, que é gratidão. Me gratifica muito fazer parte desta instituição. A rede é como se fosse minha mãe, e eu tenho consciência de que tudo que a gente consegue conquistar, não sou eu sozinha. A Rede Feminina é uma família. Todos nós nos envolvemos em tudo”, declarou.

 

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Julho é o mês escolhido pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e diversas organizações de saúde para chamar atenção da população sobre o câncer de cabeça e pescoço, termo utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço. A campanha denominada “Julho Verde” reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce desses cânceres, que historicamente estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e exposição ao sol. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2020, 36.620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço devem ser registrados no Brasil, sendo 15.190 novos casos de câncer de cavidade oral, também conhecido como câncer de boca (quinto tipo de câncer mais incidente em homens), outros 13.780 de tireoide (quinto tipo de câncer mais incidente em mulheres) e 7.650 de laringe. 

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço, porém, o diagnóstico tardio é uma realidade (60% dos casos), deixando sequelas psicológicas e funcionais no paciente, como a perda da voz, no caso do câncer de laringe, onde é necessário realizar a laringectomia total (retirada total da laringe), por exemplo. “Os tumores que acometem a cavidade oral são lesões que, apesar de serem relativamente fáceis de abordar, ainda nos ‘castiga’ porque a incidência de pacientes com tumores de língua, boca, palato (parte óssea da parte superior da boca) é muito frequente e, muitas vezes, está em estágio avançado. Todos esses tumores estão relacionados ao hábito do tabagismo e consumo de álcool, principalmente os destilados”, explica o coordenador do serviço de cabeça e pescoço do HCP, Dr. José Brasiliense. 

A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios iniciais e garantir o sucesso do tratamento. “A falta de informação, a busca tardia por um profissional e a dificuldade de encontrar médicos especializados são os principais motivos para o diagnóstico tardio. Ao identificar uma ferida na boca que não cicatriza, um sangramento sem motivo aparente, corrimento nasal de odor fétido, rouquidão, perda de peso sem motivo, e nódulos no pescoço, é preciso buscar ajuda de um especialista”, alerta Dr. Brasiliense. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos, enfermeiros, odontólogos, psicólogo, assistente social e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a estética, a fala e funções motoras e psicológicas. 

Atualmente, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) conta com 12 cirurgiões especialistas em cabeça e pescoço. O tratamento desses tumores, em muitos dos casos, também levam os pacientes a precisarem de acompanhamento com fonoaudiólogos, enfermeiros e fisioterapeutas para proporcionar melhores resultados e qualidade de vida, visto que a cirurgia, em casos avançados, pode comprometer a fala e funções psicológicas. 

O projeto Bem Infinito, grupo solidário que ajuda o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) com doações contínuas, trouxe mais uma tonelada de alimentos não perecíveis, além de 40 caixas de águas sanitárias. Ações como essa são de grande valia para a instituição que oferece, diariamente, cerca de 2 mil refeições. 

A entrega das doações ocorreu nesta semana e foi recebida pela equipe de Capitação de Recursos. O projeto Bem Infinito foi criado por Lucas Romão, diagnosticado com câncer quando tinha 16 anos. Após o falecimento de Lucas em decorrência da doença, família e amigos prosseguiram com o projeto. A organização além de contribuir para o HCP, também distribui alimentos para comunidades carentes do Recife. 

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Colaboradores do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) estiveram, na tarde desta terça-feira (15), no Arco-Mix de Abreu e Lima para receber o cheque simbólico de R$ 61. 892, 62, fruto do campanha troco solidário arrecadado no mês de maio. O dinheiro será destinado para a compra de um respirador pulmonar.

Os funcionários do estabelecimento não pouparam esforços para fazer uma linda recepção. Segundo o gerente, Paulo Oliveira, contribuir para o HCP é gratificante, principalmente em uma pandemia.

“Nós temos aqui uma equipe muito empenhada em atingir metas. E uma das nossas principais metas é conseguir arrecadar uma determinada quantia de trocos. Graças à empatia e humanidade que todos têm aqui, nós conseguimos superar a nossa meta e vamos poder ajudar o Hospital de Câncer”, celebrou.

A operadora de caixa que mais coletou trocos no mês passado no Arco-Mix de Abreu e Lima,  foi Valéria Barbosa. Ela estava muito feliz por saber que os trocos vão servir pra algo tão necessário para os pacientes do HCP. Em uma declaração bastante emocionada, Valéria disse que não há dificuldade que a impeça de pedir em prol de uma causa tão importante. “Eu, quando estou no caixa e peço troco aos clientes, eu estou a todo momento me colocando no lugar das pessoas que se tratam no HCP e que precisam dos cuidados que o hospital oferece”, declarou.

Para ajudar o HCP através do Troco Solidário, o cliente do Arco-Mix pode destinar o troco das suas compras para a instituição. A união de pequenas quantias ajuda o hospital a investir em melhorias para os mais de 50% de pacientes oncológicos do estado atendidos de forma integral.

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Profissionais da saúde que tenham interesse em aprofundar os seus conhecimentos na área da pesquisa clínica podem inscrever-se no curso de Introdução à Bioestatística, oferecido pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). As aulas online terão início no dia 02 de agosto, e têm o objetivo de estimular a independência na escolha e interpretação de ferramentas básicas de estatística em estudos das áreas da saúde. Ao todo são 70 vagas, sendo 20 vagas para profissionais da área da saúde atuantes de qualquer instituição e 50 vagas para os profissionais do HCP.

A pesquisa científica aplicada à prática assistencial é indispensável na promoção de novos meios curativos para doenças. A partir desse contexto a importância da pesquisa em saúde se consolida, não só com o objetivo curativo, mas também de prevenção e promoção à saúde, possibilitando à sociedade os meios para a melhoria da qualidade de vida. Para tal, é essencial que o pesquisador tenha conhecimento amplo das tecnologias e ferramentas existentes na área da pesquisa. "O curso de Introdução à Bioestatística busca dá autonomia ao pesquisador, apresentar na teoria e prática as tecnologias mais utilizadas na área da pesquisa, assim como um conjunto de técnicas que podem ajudar nas análises científicas", descreve Dalmir Santos, estatístico do Hospital de Câncer e ministrante do curso.

O curso será online, ministrado em 11 aulas, as segundas-feiras, das 16h às 18h, a partir do dia 02 de agosto. Para os colaboradores do HCP o curso é gratuito, para os profissionais de saúde de outras instituição o investimento é de R$ 450,00. Para se inscrever, os profissionais interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la junto ao comprovante de depósito realizado na conta Banco Itaú, agência: 9249, C/C: 01572-9 para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. No caso dos profissionais do HCP, a ficha de inscrição deve ser entregue na recepção da Superintendência de Ensino e Pesquisa.

Entre os conteúdos programáticos estão: conceitos e objetivos da estatística; Construção de banco de dados; Apresentação de Dados: Tabelas e Gráficos; Síntese de Dados: Medidas de contagem, Medidas de Posição e Medidas de Dispersão; Iniciação em Software de análise estatístico; Ideias introdutórias de amostragem; Ideias introdutórias de inferência; Investigação de relações: Medidas de relação entre duas variáveis.  A avaliação do curso será realizada mediante dois exercícios e sua nota final deve ser igual ou superior a 7,0, assim como obter presença maior ou igual a 65% da carga horária total.

 

 

CURSO DE INTRODUÇÃO À BIOESTATÍSTICA

INCRIÇÕES ABERTAS (70 VAGAS)

Data de início: 02 de agosto

Horário: Das 16h às 18h

Local: Online

Público-alvo: Profissionais de saúde com interesse na área de pesquisa.

Informações e inscrições:

Superintendência de Ensino e Pesquisa (SEP) do HCP

(81) 3217.8197.

 

Para acessar a ficha de inscrição, clique aqui.  

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Alegria define o estado de espírito de Gildene Magalhães, de 33 anos, paciente do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) que, após um ano e meio de batalha, terminou a quimioterapia contra o de câncer de mama. Nesta terça-feira (8), ela esteve no HCP para compartilhar a sua vitória, com direito a bolo, decoração e fotos.

Vestida de vermelho, a escolha pela cor vibrante e cheia de personalidade não poderia ser melhor: ela estava radiante de felicidade e gratidão.

"Nesse mais de um ano, eu construí uma família aqui no HCP. Todos os funcionários e o atendimento que me foi dado merecem nota 10. Aqui, eu também aprendi muito, aprendi sobretudo a valorizar o SUS. Foi no SUS que encontrei a humanidade que dificilmente eu encontraria em outro lugar", relata Gildene.

Gildene explicou que não foi fácil descobrir um câncer tão jovem e ainda ter passado por um tratamento intenso. Contudo, ela se orgulha muito de ter  por tudo que passou e de agora poder contar a sua história. Na rede social, ela costuma usar o girassol como exemplo de força, vivacidade e luz. “O girassol recai, mas sempre renasce de novo”, completa.

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rita lee.jpgFoto: Reprodução/Instagram/Rita Lee

 

No dia 21 de maio, a cantora Rita Lee, de 73 anos, preocupou a todos após a sua assessoria informar que ela havia sido diagnosticada com um tumor no pulmão esquerdo. A descoberta aconteceu quando a artista precisou fazer exames de rotina. Segundo o comunicado, o tumor de Rita é primário e ela já deu início ao tratamento de imunoterapia e radioterapia. A notícia rapidamente repercutiu nacionalmente gerando muitos questionamentos sobre o estágio da doença.

A campanha lançada pelo HCP, Junho Branco, visa alertar sobre o câncer de pulmão, doença que é o segundo tipo de câncer mais frequente tanto em homens como em mulheres (ficando atrás apenas do câncer de próstata, no caso dos homens, e do câncer de mama, no caso das mulheres). A mortalidade também é alta: são 29.354, sendo 16.733 homens e 12.621 mulheres, segundo dados do Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM de 2019.

O tabagismo é, sem dúvida, o principal fator de risco para o surgimento do tumor. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está relacionado ao tabagismo, tanto ativo quanto passivo.

“Câncer de pulmão é o surgimento de uma lesão pulmonar decorrente do desarranjo dos mecanismos de morte celular programada, fazendo com que aconteça o crescimento e a duplicação desenfreada dessas células com defeitos genéticos, levando a formação de um tumor”, explica Dr. Bernardo Nicola, cirurgião torácico.

O especialista diz que o câncer no pulmão de Rita Lee é primário porque começou no próprio órgão, logo, ele não é resultado de uma metátese. “Tumor primário significa que a doença é originária daquele órgão, ou seja, as células tumorais tiveram sua origem nas células dos pulmões”, completou.

Sintomas

De acordo com o médico, os sintomas são variados e dependem do estágio em que a doença está. Geralmente, a tosse é o sintoma mais comum “podendo apresentar raias de sangue na expectoração”. Além da tosse, outros sinais comuns são: dor no peito, rouquidão, sensação de cansaço e piora da falta de ar. Em fases mais avançadas do tumor, a pessoa pode ter perda de peso e baqueteamento digital.

Tratamento

A imunoterapia adotada pela equipe médica da Rita Lee é um dos métodos para o tratamento da doença. Ela faz com que o sistema imunológico combata o câncer de maneira eficaz. No geral, o tratamento recebido pelo paciente também depende do estágio do tumor.

“O tratamento vai depender do estágio da doença. Em estágios iniciais, a modalidade cirúrgica é a que traz maior benefício. Na medida em que há o avanço da doença, seja em tamanho, invasão de outras estruturas, metástases linfonodos, a cirurgia perde força, sendo necessária a complementação do tratamento com quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias alvo”, aponta Dr. Bernardo.

Prevenção

Ao adotar práticas mais saudáveis, é possível prevenir-se contra o câncer de pulmão e até o surgimento de outras doenças. Não fumar é o principal. Além disso, é bom evitar a inalação de poeira, exposição a agentes químicos cancerígenos presentes em locais de trabalho, além de seguir uma dieta rica em frutas e vegetais que ajudam na redução das chances do aparecimento do câncer.

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O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Em alerta à doença, o HCP lança a campanha “Junho Branco” em combate ao câncer de pulmão

O tabagismo é uma doença, caracterizada pela dependência de nicotina, e tem relação com diversos males, dentre eles vários tipos de câncer, como o de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo, representando cerca de 13% do total de mortes que acontecem no país. Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, 23.762 são de câncer de pulmão e, 26.651 por outros tipos de cânceres. Com o objetivo de fazer esse alerta sobre o tabagismo e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entra na campanha “Junho Branco” – de combate à doença. 

Câncer de pulmão é o surgimento de uma lesão pulmonar decorrente do desarranjo dos mecanismos de morte celular programada, fazendo com que aconteça o crescimento e a duplicação desenfreada dessas células com defeitos genéticos, levando a formação de um tumor. Além do tabagismo, causa mais comum desse câncer (90%), outros fatores podem desencadear a doença, como a inalação de poeira e agentes químicos, o fumo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco), entre outros. Segundo o INCA, o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e o quarto mais comum em mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma); No mundo, é o primeiro em mortalidade desde 1985. 

“Os sintomas são variados e dependem da localização e do estágio da doença. A tosse é o mais comum, podendo apresentar raias de sangue na expectoração. Pode haver dor torácica, falta de ar, chiados no peito e rouquidão. A perda de peso e baqueteamento digital (inchaço na ponta dos dedos e deformação na unha) também surgem em estágios mais avançados da doença”, explica dr. Bernardo Nicola, cirurgião torácico do HCP. Os sintomas geralmente são mais frequentes no estágio avançado, onde em alguns casos já se espalhou para outros órgãos (metástase). Os sintomas também são comuns em diversos problemas de saúde associados ao pulmão, o que dificulta o diagnóstico precoce e diminui consideravelmente as chances de cura.  Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% - dados INCA.

O diagnóstico da doença é feito através da biopsia, após suspeita levantada por exames como o raio-X do tórax e a tomografia computadorizada. “O tratamento para o câncer de pulmão está relacionado com o seu estágio e as condições do paciente, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia, nessa última, onde ocorre a retirada do tumor e dos linfonodos próximos ao pulmão”, destaca Dr. Rodrigo Pinto, médico oncologista clínico e gerente médico do HCP. Segundo o INCA, cerca de 20% dos casos são passiveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos), a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido a descoberta tardia e o estágio avançado da doença. “A melhor prevenção continua sendo evitar o uso de derivados do tabaco”, destaca dr. Rodrigo Pinto.