Blog - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

Blog

IMG_4624.JPG

Com o intuito de tornar mais leve as relações interpessoais na área da saúde, a equipe de Comunicação e Marketing do Hospital de Câncer de Pernambuco articulou uma palestra voltada para os colaboradores do HCP que lidam com pacientes e acompanhantes no exercício do trabalho. O tema, comunicação não-violenta, buscou apresentar aos funcionários formas sutis de reagir a uma situação de potencial estresse. 

 A iniciativa partiu de uma parceria da equipe de Comunicação e Marketing e contemplou as equipes de atendimento da Regulação, Oncologia Clínica e ambulatórios, setores esses lidam diretamente com o atendimento ao público, os quais trabalham através do acolhimento e do diálogo. Ao todo, de 24 funcionários assistiram à palestra. Os que não puderam participar, serão contemplados com as orientações em outros momentos. 

 A palestra ficou a cargo de Manuela Moraes, que tem formação em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em administração de empresas na Universidade de Pernambuco (UPE). Com experiências em endomarketing, marketing e comunicação interna, Manuela enxerga a comunicação como meio de engajamento e transformação. 

"Uma comunicação eficaz pode evitar situações de atrito, principalmente no ambiente de trabalho, em especial na saúde, onde o clima é difícil em decorrência da atividade institucional (tratamento de câncer). Em conversa com os gestores, conseguimos identificar os principais pontos de queixas dos colaboradores e foi nítido que as relações interpessoais, sejam entre os próprios funcionários ou deles com os usuários do serviço poderiam ser melhor trabalhada. Nesse contexto, surgiu a oportunidade de trazemos a Manuela, que entendendo a necessidade desse curso e da situação do HCP como hospital oncológico filantrópico, ofereceu o curso de forma totalmente gratuita", explica Camyla Nóbrega, coordenadora de Comunicação do HCP.

IMG_4616.JPG

  “A comunicação não violenta é um método de comunicação que tem como objetivo facilitar o processo de comunicação no trabalho. Se trata de um conceito que estimula a compaixão e a empatia entre as pessoas. Quando alguém se comporta de maneira mais agressiva com o outro, há uma tendência de que essa pessoa lida com algum problema ou algum tipo de dor, que faz com que a reação seja da pior maneira possível”, esclareceu Manuela para os mais de vinte colaboradores presentes. 

 Manuela destacou que a comunicação violenta pode ser reproduzida em qualquer situação, sem que a perceba que está sendo hostil. Nesse caso, o primeiro sinal de agressividade é o julgamento. 

“Num momento de estresse ou quando a pessoa já sente uma fadiga emocional, é comum a postura de julgar sem um entendimento prévio do que está acontecendo com a outra pessoa. Tudo pode ser resolvido com um simples diálogo”, acrescentou. 

 Usar o conceito da comunicação não-violenta nem sempre é algo fácil, pois requer paciência e empatia. Contudo, ela pode começar a ser trabalhada com pequenos gestos de observação, de revisão das próprias atitudes e honestidade.

 

revistataa.jpeg

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lançou a primeira edição da Revista HCP, que visa apresentar à sociedade os serviços oferecidos pela entidade, bem como as realizações da instituição que há 75 anos trata e salva vidas diariamente. A Revista terá a periodicidade semestral e já tem um significado muito especial para o hospital. Tendo sido desenvolvida pela equipe de Comunicação e Marketing, o material é um novo canal para a distribuição de informações sobre um problema que afeta pessoas no mundo todo: o câncer.

 “A Revista HCP é o resultado de muito empenho da nossa equipe. Foi um longo período de idealização e agora conseguimos entregar um produto pelo que tanto trabalhamos. Um material que reafirma o HCP como produtor de conteúdo relevante, baseado no serviço prestado pela instituição nos últimos 75 anos”, comemora Camyla Nóbrega, coordenadora de Comunicação. 

Para Thalles Ximenes, coordenador de marketing, a publicação é um “portfólio”, pois consolida o trabalho e os ganhos do hospital. Ele destaca que nesta primeira edição, a Revista é essencial para o relacionamento do HCP com empresas parceiras: “A revista mostra aos nossos parceiros o que a gente tem produzido e mostra também quem está com a gente nessa caminhada”.  

Nesta primeira edição, a instituição convida a todos a conhecer as campanhas sobre prevenção e diagnóstico dos vários tipos de câncer; o voluntariado, departamento importante na assistência ao paciente, além das pesquisas que são feitas por especialistas no HCP. Há também uma entrevista com Dr. Hélio Fonsêca, que é superintendente geral do hospital, e falou com orgulho sobre todo o trabalho desenvolvido pelo HCP ao longo desses 75 anos de história. Para ele, o Hospital de Câncer tem uma importância significativa para o povo Pernambucano. O médico citou os desafios vencidos pela entidade que acolhe mais de 50% da população com câncer no estado.

Gustavo Penteado, gerente de Marketing do HCP, salientou a importância do produto que gera valor à cultura organizacional do hospital, principalmente por ser um sonho que foi realizado. “A revista HCP é a materialização de um sonho antigo da gestão do HCP, que só foi possível graças ao empenho da equipe de comunicação e Marketing. Desde a apuração das matérias, do layout e diagramação, bem como na busca por parceiros de negócios que acreditaram no projeto, patrocinando essa primeira edição”, disse. 

A circulação da revista é gratuita e não gera nenhuma despesa para o hospital, sendo todos os custos cobertos por pessoas que acreditam no trabalho do da instituição e se dispuseram a viabilizar financeiramente o projeto, como a Rede Feminina, grupo voluntário que atua no HCP, o laboratório Genomika, que realiza testes genéticos e a Unineuro Recife, que faz exames de diagnóstico por imagem. 

O HCP é uma entidade filantrópica e, por isso, conta com doações contínuas para complementar os gastos e proporcionar ainda mais qualidade no tratamento oncológico. De acordo com dados do DATASUS de 2020, apenas no ano passado, o Hospital de Câncer de Pernambuco realizou 175.877 consultas, 57.211 quimioterapias, e mais de 360 mil exames. 

Para o leitor que deseja se aprofundar em qualquer uma das matérias publicadas na revista, pode usar o recurso do QR Code, impresso em todas as páginas. Basta aproximar o celular e será automaticamente direcionado ao conteúdo. Inclusive, é possível doar por meio dessa ferramenta, que certamente trouxe mais facilidade para o expectador. 

Clique aqui e confira a Revista HCP

 

MCDESTAQUE.png

 

A doença é considerada perigosa principalmente por apresentar sintomas semelhantes aos de enfermidades menos graves

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre os perigos do câncer cerebral, doença que representa 4% das mortes por câncer no Brasil, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) muda de cor a partir do mês de maio e abraça a campanha Maio Cinza. O câncer cerebral surge a partir do crescimento desordenado das células que promovem a sustentação e nutrição dos neurônios. Alguns dos sintomas iniciais são: dor de cabeça, tontura e lapsos de esquecimento, que podem ser facilmente confundidos com outras doenças menos graves, o que dificulta o diagnóstico precoce. 

Um dos perigos do câncer cerebral é a formação de tumores em outros locais do corpo, os chamados tumores metastáticos. “A lesão metastática é mais frequente, porque ela vem de outros tumores comuns, como mama e pulmão”, explica o coordenador do serviço de Oncologia Clínica do HCP, dr. Ilan Pedrosa. De modo geral, a doença é mais comum em idosos com mais de 60 anos, mas a sua frequência também varia nas outras faixas etárias, a depender do subtipo. Em razão disso, a descoberta na fase inicial é fundamental para um tratamento adequado, isso porque o tumor evolui rapidamente nas suas formas mais agressivas.

“Se a doença surgir na área responsável pelo equilíbrio, a pessoa pode sentir tontura. Se for próximo à enervação dos olhos, ele pode ter alterações na visão. Também é importante prestar atenção se houver mudanças no padrão de cefaleia (dor de cabeça) que a pessoa costuma sentir e se ela vier acompanhada de outros sintomas, como fraqueza nos membros e dificuldade na fala”, completa Dr. Ilan Pedrosa.

Pouco se sabe sobre os fatores de risco associados ao tumor. Até o momento, a única circunstância conhecida por promover o aparecimento da doença é a exposição radiológica excessiva, que causa alterações genéticas. O tumor pode ser classificado em quatro graus, sendo o grau 1 de caráter benigno, que evolui de forma mais lenta, e o grau 4, o mais agressivo. Em todos os graus, a doença é grave, visto que compromete o principal órgão do Sistema Nervoso Central (SNC). A probabilidade, no entanto, de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral maligno durante sua vida é inferior a 1%.

Para as pessoas que apresentarem os sintomas, a orientação é de procurar um clínico geral ou um neurologista clínico o mais rápido possível. Isso porque o tratamento desses tumores é feito através de cirurgia. “A chance de conseguir a cura é por meio do diagnóstico precoce e do procedimento cirúrgico. Quando não é mais possível fazer a cirurgia, o paciente é direcionado para um tratamento paliativo, que pode ser feito com quimioterapia e radioterapia”, acrescenta o oncologista.

Neurocirurgia Oncológica no HCP

No HCP, o serviço de Neurocirurgia é responsável por tratar e cuidar de pessoas diagnosticadas com tumores que acometem o Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal) e Periférico (nervos). A equipe é formada por três especialistas de referência em oncologia, Dr. Frederico Tavares, Dr. Joacil Carlos e Dr. Luiz Domingues, os quais trabalham em conjunto para promover uma assistência de qualidade para os pacientes, realizando cirurgias de alta e média complexidade. O serviço também promove atividades científicas: recentemente foi instalado o Fellowship em Neurocirurgia Oncológica do HCP, o mais novo programa de pós-graduação da instituição.

 

IMG_3344.JPG

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) recebeu um equipamento de suporte respiratório, desenvolvido na fábrica da Tramontina. A máquina faz parte de uma iniciativa da marca que, com o início da pandemia, para auxiliar em situações de emergência e deixar um legado pós-Covid-19 criou o Ventra - equipamento de suporte respiratório transitório que sai da unidade pronto para uso emergencial em hospitais. Desde o ano passado já foram doados 60 equipamentos, sendo um deles para o HCP. 

O conceito é baseado em estudo do MIT - Massachusetts Institute of Technology - que envolve um sistema mecânico automatizado relativamente simples e barato, utilizado para ventilar pacientes em situações de emergência. Esse sistema substitui o reanimador manual chamado de Ambu, atualmente utilizado nas emergências dos hospitais, com vantagens ligadas à simplicidade, baixo custo, fácil assepsia e disponibilidade no mercado.  A iniciativa também contou com o apoio de profissionais e estrutura do Hospital Tacchini, de Bento Gonçalves/RS, onde aconteceram os primeiros testes do protótipo. "Nossa intenção foi desenvolver um produto robusto e com tecnologia avançada, fazendo uso de eletrônica e mecânica de alta confiabilidade e precisão, não apenas algo improvisado para o momento de dificuldade, mas que apresentasse diferenciais importantes para sua categoria e finalidade", afirma Osvaldo Steffani, Diretor da Tramontina à frente do trabalho.

O Ventra será utilizado na emergência do hospital para estabilização respiratória do paciente crítico. “Funciona como um suporte de vida”, explica Amanda Melo, coordenadora da fisioterapia hospitalar do HCP. Para utilização do equipamento, o Hospital de Câncer participou de um treinamento oferecido pela área técnica da Tramontina. Agora, esse treinamento será repassado a todos os profissionais atuantes na emergência da instituição.  

IMG_3367.JPG

O projeto nasceu em março, em meio a crise no norte da Itália, onde o sistema de saúde entrou em colapso. No Brasil, havia grande preocupação em relação a possível escassez de equipamentos para suporte respiratório. "O cenário era de limitação na capacidade de produção nacional e muita concorrência, alto custo e longos prazos para importação. Reunimos um grupo multidisciplinar que estudou em detalhes os diversos esforços em andamento, incorporamos novas ideias e, por fim, chegamos a proposta do Ventra", complementa Osvaldo Steffani.  afirma Osvaldo Steffani, Diretor da Tramontina à frente do trabalho.

apresentacaocida.jpeg

Realizado nos últimos dias 07 a 09 de abril, o evento teve como principal objetivo mostrar a realidade do câncer no mundo

O departamento de Registro Hospitalar de Câncer (RHC), núcleo da Gerência de Tecnologia da Informação (TI) do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), foi destaque durante o XXI Congresso da Associação Brasileira de Registros de Câncer – ABRC, realizado entre os últimos dias 07 e 09 de abril. De forma online, com mais de 600 participantes, entre eles médicos e equipe multidisciplinar de saúde, o encontro teve o objetivo de debater a “Demonstração da Realidade do Câncer no Brasil e no Mundo”. O RHC do Hospital de Câncer foi a única instituição que teve trabalho aprovado, em modo apresentação, no estado de Pernambuco.

Com o tema “A importância da Celeridade na Coleta de Dados Epidemiológicos no RHC”, Aparecida Lima – coordenadora do Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer do HCP - destacou a importância da adequada utilização de recursos diagnósticos, terapêuticos e de informação cada vez mais complexos para o controle do câncer. Sendo, assim, imprescindível a busca por informações precisas e de qualidade, tendo o prontuário eletrônico como uma nova possibilidade para contribuir com o cenário atual, trazendo mais celeridade na coleta dos dados. “É possível traçar o perfil epidemiológico do paciente em nossa região, resultando em dados que levem à implementação de políticas públicas e à realização de ações efetivas e assertivas na população alvo, contribuindo para a melhora do cenário atual”, destaca Aparecida. Ainda no Congresso, o RHC do HCP teve outro trabalho aprovado, agora em modo banner, com o tema “10 anos de Experiência de um RHC”, trabalho de aluno da Residência em Enfermagem Oncológica no Hospital de Câncer.

O evento leva em consideração dados dos Registros de Câncer de Base Populacional - RCBP e Registros Hospitalares de Câncer – RHC, além da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer - IARC e a International Union Against Cancer – UICC.

É válido destacar que o RHC não se resume apenas em um eficaz instrumento de análise, mas também para a produção de Trabalhos Epidemiológicos e Pesquisa Científica.

WhatsApp Image 2021-04-16 at 14.20.56.jpeg


O Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer do HCP

O Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer do Hospital de Câncer de Pernambuco é pioneiro na implantação do RHC no estado, atuando desde 1996 ininterruptamente. O setor possui acervo de 119.130 casos registrados no Banco de Dados SISRHC, relativos aos anos de 1995 a 2019, inclusive, destacando-se como a primeira instituição de Pernambuco a finalizar a tabulação dos dados de câncer relativos ao ano de 2019, conforme preconiza o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Atualmente o Núcleo é formado por cinco profissionais: A Coordenadora do Núcleo de Registro Hospitalar de Câncer, Aparecida Lima, as Registradoras: Adriane Cadete, Daisy Lopes, Fabiana Patrício, Maria Raphaela Maia (todas capacitadas pelo INCA) e, a jovem aprendiz, Kaline Nascimento.

equipecancer.jpeg

IMG_3336.JPG

Primeira instituição do Nordeste a oferecer essa especialização, o  Fellowship do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é um programa que objetiva aprimorar médicos por meio do acompanhamento de atividades práticas e teóricas que envolvem uma determinada especialidade. A exemplo do Fellowship em Urologia Oncológica do HCP, também o primeiro do nordeste, que encerrou sua 5ª edição no último mês de março, certificando o urologista Marcos Santos.  No programa, o médico urologista vivenciou, durante um ano, o funcionamento dos serviços no HCP, compartilhando conhecimento com o corpo clínico de profissionais que são referência na especialidade. “O Fellowship é um treinamento intensivo em urologia oncológica, onde é possível aprofundar-se nessa área mais específica, diferente da residência normal em urologia onde a atenção é aplicada de forma geral”, explica o urologista e coordenador do Fellowship em Urologia Oncológica do HCP, dr. Luiz Henrique. 

Entre às atividades teórico-práticas, estavam cirurgias de alta complexidade, laparoscopia, prostatectomia radical, nefrectomia radical e parcial, biópsia de próstata, cirurgias endoscópicas e estágio opcional não remunerado no A.C Camargo Cancer Center ou no Instituto de Câncer de São Paulo (ICESP). 

*Confira entrevista com o Fellow em Urologia Oncológica do HCP, Marcos Santos:

IMG_3333.JPG

1.Como foi a experiência em ser Fellow em urologia no HCP?

Experiência excelente. O corpo clínico experiente da urologia associado a uma demanda de casos complexos fazem a diferença. Além disso, o hospital possui toda a estrutura para o atendimentos completo ao paciente oncológico equipes multidisciplinares, serviço de oncologia e radioterapia, por exemplo, que garantem uma gama de conhecimentos na área. 

2. Quais aprendizados tira desse momento?

Experiência relativa ao tratamento e condução de casos clínicos complexos, bem como experiência com cirurgias de grande complexidade técnica. Além disso, oportunidade de contato com as maiores autoridades mundiais da urologia oncológica através de lives promovidas pelo coordenador do Fellowship, Dr. Luiz Henrique.

3. Quais os principais benefícios em atuar em uma instituição como o HCP?

A possibilidade de proporcionar o tratamento integral ao paciente, vendo todo o processo acontecer no próprio hospital: diagnóstico, tratamento cirúrgico, pós-operatório, seguimento clínico, discussão do caso com outras especialidades e profissionais da área multidisciplinar, como enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia.

4.Como profissional, o que essa experiência irá agregar em seu currículo?

Agregar, além das vantagens já citadas anteriormente, o diferencial de obter a certificação de Fellowship em um serviço chancelado pela Sociedade Brasileira de Urologia. Certamente, isso traz um diferencial ao currículo.

*Entrevista realizada pelo Departamento de Marketing e Comunicação do Hospital de Câncer de Pernambuco. 

 

IMG_0659.JPG

A campanha Troco Solidário, que visa ajudar o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) a complementar os custos do tratamento do paciente oncológico, vem mostrando todos os dias que cada centavo importa. De pouquinho em pouquinho, a rede de supermercados Arco-Mix e o Atacarejo Arco-Vita conseguiram arrecadar, no mês de março, o valor de R$ 60.022,55. O cheque simbólico foi entregue durante ação no supermercado Arco-Mix, do bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes.                                                                                                                     

Uma das clientes que doou trocos para a campanha foi dona Maria Zilma. Ela acompanhou a entrega do cheque e ficou numa alegria só por saber que sua contribuição será valiosa para a vida de tantas pessoas. “Eu acho que toda a ajuda é bem-vinda e necessária. Sempre que posso eu ajudo o Hospital de Câncer e sei que o dinheiro será bem investido. E a gente nunca saber o dia de amanhã, né? Então, por que não olhar para o outro?”, declarou. A quantia arrecada no mês de março será utilizada para compra de cortina hospitalar de divisão de leitos para UTI, urgência, enfermaria e bloco cirúrgico. 

 O gerente de operações do supermercado, Ednaldo da Costa, também estava feliz com mais essa doação para a instituição. Ele se orgulhou ao dizer que todos ali abraçaram a causa. Segundo ele, todo o estímulo dado aos operadores de caixa se resumiu em “reforçar o quanto é gratificante fazer o bem sem esperar nada em troca”, destacou. E esse é o pensamento compartilhado pela operadora de caixa que mais arrecadou, Cátia Melo, que também estava orgulhosa por ter conseguido mais trocos, até mesmo, através de pagamentos via cartão de crédito. “Muita gente doou de várias formas. Eu explicava para as pessoas sobre a importância de doar qualquer quantia. Agora, posso não precisar, mas posso necessitar de ajuda lá na frente. É preciso ter empatia.”, disse Cátia.

Participaram da entrega a gerente de captação de recursos e doações do HCP, Juliane Carvalho e a Rede Feminina, grupo voluntário da instituição. O hospital, com certeza, é muito grato por todas as doações. Vamos em frente!

bembomtroco.jpg

Colaboradores do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) estiveram no Bem Bom Supermercados, localizado no bairro do Pina, para receber mais uma doação da campanha Troco Solidário. Na ação, funcionários do estabelecimento conseguiram arrecadar R$ 1.432,58, provenientes da doação dos clientes, que serão destinados para complementar o tratamento oncológico dos pacientes da instituição.

Na ocasião, o gerente do supermercado, Fábio Jorge, fez a entrega do cheque referente ao mês de março deste ano. Fábio ressaltou a importância da iniciativa e explicou o processo de arrecadação dos trocos. "Neste mês, demos brindes aos operadores de caixa para estimula-los a arrecadar mais doações. E tivemos resultado porque mais pessoas doaram. Pequenas quantias podem ser grandes para quem precisa", contou. 

A operadora de caixa que mais conseguiu acumular doações foi Michele Oliveira. A cada compra, ela explicou aos consumidores sobre como eles podiam contribuir para o Hospital de Câncer com o Troco Solidário. “Nem sempre é uma tarefa fácil, mas é gratificante saber que as doações ajudam a salvar vidas”, destaca. 

A campanha existe desde o final de 2018, iniciada pela rede de supermercados Arco-Mix, e desde então vem somando quantias para ajudar o hospital.

ABR-AMARELO---DESTAQUE1.jpg

A campanha marca o mês de abril e tem o intuito de alertar a população sobre uma doença rara e sem prevenção

Neste dia 08 de abril, Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, data criada pelo Ministério da Saúde para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) traz a sua campanha Abril Amarelo, desenvolvida pelo próprio hospital para disseminar informações importantes relacionadas ao câncer ósseo, doença que representa 2% do total de cânceres diagnosticados, mas com alto índice de mortalidade.

Criada há sete anos pelo departamento de ortopedia do HCP, a campanha Abril Amarelo visa alertar sobre esse câncer raro, que atinge principalmente crianças, adolescentes e idosos, e não pode ser prevenido, sendo o diagnóstico precoce a melhor forma de garantir a qualidade de vida do paciente e até a cura.

O câncer ósseo é um tumor maligno que acomete qualquer parte do osso, na maioria dos casos os ossos longos, como braços, coluna, coxa e bacia. Esse acometimento pode ocorrer diretamente no osso, chamado de tumor ósseo primário, ou através de uma metástase, chamado de tumor ósseo secundário. No segundo tipo, antes dos ossos serem afetados, ocorreu o desenvolvimento do tumor em outros órgãos, como a próstata, por exemplo, e em seguida espalhou-se para os ossos. “Entre os tumores primários, o osteossarcoma, o sarcoma de Ewing e o condrossarcoma são os mais comuns. Os dois primeiros, mais agressivos, são encontrados em crianças e adolescentes, especialmente na área ao redor do joelho. O condrossarcoma, por sua vez, é comum em adultos e costuma atingir a área da bacia. Adultos e idosos, no entanto, são mais acometidos por tumores metastáticos, ou seja, que são oriundos de outros tipos de câncer”, destaca doutor Marcelo Souza, ortopedista do serviço de ortopedia oncológica do HCP. 

 O diagnóstico precoce é a melhor maneira de garantir resultados positivos para o paciente, aumentando em duas ou três vezes a chance de cura em comparação com um paciente que descobre tardiamente. Para isso, é preciso ficar atento aos sintomas como a dor intensa, com aparecimento maior à noite ou ao se mexer; inchaço nas articulações, com presença de nódulos; ossos que se quebram facilmente, febre, perda de peso sem razão aparente e cansaço. 

Descobrir precocemente, assim como as condições gerais do paciente também indica o tratamento adequado, podendo ser a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação delas. Depois de tratado o paciente também deve saber que exames e avaliações periódicas fará parte da sua rotina para garantir o tratamento da doença o mais rápido possível, caso identificado novamente. 

 

 

 

neuronavegacao3.jpeg

Equipamento da Axial Implantes diminui a chance de sequelas no paciente em até 80%

Na última terça-feira (30) o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) realizou a primeira cirurgia utilizando a neuronavegação, parceria entre o departamento de Neurocirurgia Oncológica do HCP e a Axial Implantes, empresa pernambucana especializada em soluções e comércio de artefatos para a saúde. A cirurgia faz parte de um total de 10 que serão realizadas com esse equipamento na instituição durante o ano. O neuronavegador diminui a chance de sequelas no paciente em até 80%. 

Esse acontecimento surgiu do empresário Mauro Ferreira Lemos, a frente da Axial, com o objetivo de ajudar uma instituição filantrópica no estado – sendo o Hospital de Câncer de Pernambuco o escolhido. “É uma oportunidade de retribuirmos o espaço que conquistamos no segmento de saúde e contribuir com uma causa social de tamanha representatividade para o estado, como o trabalho realizado pelo HCP”, enfatiza Mauro. Todo o processo foi alinhado através do gestor comercial da Axial, Jacob José de Figueiredo, o departamento de Captação de Recursos e Doações do HCP e o de Neurocirurgia Oncológica. “Estamos muito felizes com essa parceria. Sabemos da representação desse hospital e a importância do mesmo no tratamento dos pacientes oncológicos de todo o estado. Além das 10 cirurgias utilizando esse equipamento, a Axial também disponibilizou um operador técnico para acompanhar todos os procedimentos”, explica Jacob.

neuronavegacao2.jpeg

O Neuronavegador é um sistema computadorizado que permite a visualização das estruturas mais internas e sensíveis da cabeça, criando um modelo tridimensional computadorizado das estruturas cerebrais do paciente, anteriormente já avaliadas por outros recursos tecnológicos, como a ressonância magnética.  “Este modelo sobrepõe-se ao cérebro do paciente e permite ao observador reconhecer anatomicamente estruturas patológicas ou não e conduz o profissional médico em cada momento cirúrgico, de forma que, sabe-se o ponto exato de inserção cirúrgica, trajeto, dimensão tumoral, limites e outros aspectos. Esse reconhecimento é tão minucioso que é conhecido pela comunidade médica como um "GPS" da cirurgia cerebral e pode diminuir em até 80% as chances de sequelas no paciente”, destaca Amaro Lima Filho, operador técnico do Neuronavegador da Axial. 

neuronavegacao1.jpeg

Segundo o coordenador do departamento de Neurocirurgia Oncológica do HCP, dr. Frederico Tavares, essa parceria trará grandes benefícios ao paciente. “A utilização dessa tecnologia nos garante maior precisão na localização do tumor, resultando em uma cirurgia mais rápida e, principalmente, mais segura. A utilização do neuronavegador já é utiliza em algumas instituições privadas, até mesmo por profissionais que atuam aqui no HCP, mas para Hospital de Câncer acaba sendo um marco para o departamento de cirurgia. Por sermos referência em tratamento de câncer em Pernambuco, atuamos com casos muito complexos e esse equipamento cria modelos fidedignos e confiáveis, o que garante maior sucesso no procedimento”, ressalta.